A Mercedes-Benz apresentou no Brasil o motor 250 CGI, nova opção de propulsor para as Classe C e E. O quatro cilindros em linha 1.8 tem turbo e injeção direta de combustível. Com isso, o 250 CGI consegue gerar 204 cv de potência a 5.500 rpm e torque de 31,6 mkgf de 2.000 a 4.300 rpm. Vale lembrar que na Europa o Classe C acaba de receber um redesenho de sua carroceria e interior. Novidade que deve chegar ao Brasil no segundo semestre deste ano.
Enquanto isso não acontece, a Mercedes-Benz amplia o portfólio de carros da família BlueEfficiency, dos quais já faziam parte o C 180, C 200 e o S 400 Hybrid. A gama BlueEfficiency foi criada pela marca para diminuir o consumo de combustível e emissão de CO2 de seus modelos.
O Classe C 250 CGI Sport vem equipado com câmbio automático de 5 marchas. A aceleração até 100 km/h demora 7s4 e a velocidade máxima é de 240 km/h. O peso do sedã é de 1.505 kg e o porta-malas tem 475 litros de volume. O modelo vem equipado com alguns itens visuais da AMG, divisão esportiva da Mercedes-Benz. Saias laterais, apliques no para-choques, faróis de xenon e as rodas de 17 polegadas completam o pacote externo. Por dentro, o C 250 CGI Sport tem bancos esportivos, tapetes AMG e aletas atrás do volante para troca sequencial de marchas.
A novidade C 250 CGI Sport custa R$ 179.900. O restante da lista de preços sugeridos para a Classe C é: R$ 114.900 pela versão de entrada C 180 CGI; o C 200 CGI Avantgarde custa R$ 149.900; já o C 200 CGI Avantgarde Sport tem preço de R$ 175.000; o topo de linha é o C63 AMG por US$ 201.900 (cerca de R$ 334.000).
O Classe E 250 CGI usa os mesmos propulsor e caixa de câmbio do Classe C. No entanto, seu peso de 1.650 kg piora um pouco o desempenho. Aceleração até 100 km/h demora 7,8 segundos e a velocidade máxima é de 238 km/h. Ele tem faróis de xenon e acabamento em madeira no interior. A novidade é agora versão de entrada da Classe E custando R$ 299.900; em seguida vem a versão V6 chamada E 350 Avantgarde Executive por R$ 299.900. Há duas versões topo de linha: a esportiva E 63 AMG por US$ 249.000 (cerca de R$ 412.000) e a blindada de fábrica E 500 Guard por R$ 420.000.
Impressões ao dirigir
A Mercedes-Benz somente dispunha do C 250 CGI Sport para nossa avaliação. O roteiro, com passagem pelo litoral sul de São Paulo, dispunha de quase 300 km. Percorremos as rodovias Anchieta, Padre Manoel da Nóbrega e Régis Bittencourt, além do Rodoanel Mário Covas. A chuva foi nossa companheira na maioria do trajeto. O asfalto calejado também apareceu em alguns trechos.
O sedã mostrou competência para fazer ultrapassagens. Sua faixa de torque generosa e ampla ajudava nas manobras. O conjunto se mostrou firme nas curvas com piso escorregadio e ondulado. As rodas de 17 polegadas lidaram bem com a buraqueira e não produziram batidas secas. O câmbio automático de cinco marchas poderia ser mais rápido, as trocas manuais não transmitem tanta esportividade.
Apesar da novidade, o Classe C já tem sua mudança sacramentada no exterior e agendada no Brasil. No segundo semestre chega o sedã com novo visual e a configuração cupê, que será mais barata, mas comporta apenas quatro passageiros. A conclusão é que o motor 250 CGI é interessante, mas é melhor esperar a nova embalagem.
O que é o BlueEfficiency?
Uma série de modificações que, combinadas, resultam na diminuição de combustível. É assim que pode ser definida a família BlueEfficiency da Mercedes-Benz. No Classe C 250 CGI, por exemplo, foi aperfeiçoada a aerodinâmica, o quee diminui o consumo em 1,2%; a recalibração da transmissão gerou 2,2 % de economia; o novo motor é 4,7% mais eficiente os pneus com compostos mais avançados reduziram em 1,6% a queima de combustível; e o gerenciamento de energia reformulado baixou em mais 2,4% o consumo. Desta maneira, a marca alemã alcançou um total de 12,1% de diminuição de consumo e, consequentemente, de emissão de poluentes.
Fonte: http://carroonline.terra.com.br